Desejos...

Desejos…

Sara sugere um passeio pelo areal. Estava uma noite fantástica, agradável, uma noite perfeita de Verão, quente e convidativa para um passeio nocturno à beira-mar. Pedro aceita sem hesitar.
- Pedro, este é um dos lugares mais pacíficos e agradáveis da cidade! E esta lua está fantástica, convidativa até…(diz esta sorrindo).   
- Concordo, está uma noite esplêndida. – responde este de imediato.
Enquanto caminham pelo areal, Sara vai-se aproximando da zona da água molhando os pés e o fundo do vestido, segurando atrapalhadamente os sapatos e o vestido com a sua mão direita. Diverte-se a chutar a água com os pés, baixa-se e molha as mãos refrescando a sua face e sorrindo como se estivesse a absorver a energia positiva do mar, enquanto Pedro lhe admira subtilmente o rabo bem torneado e se encanta com a sua expressão facial.
Sara decide sentar-se e convida-o para lhe fazer companhia. Pedro senta-se ligeiramente afastado desta.
- Eu não mordo. – responde Sara. “Podes aproximar-te, até porque depois fica frio e sempre nos aquecemos um bocadinho.”
- Tens frio? – pergunta Pedro.
- Para já não mas obrigado por perguntares. Se tiver frio, existem outras formas bem mais interessantes de nos aquecermos. – retorquiu Sara com um olhar sedutor e um sorriso matreiro.
Já Pedro, reage nervosamente, não esperava tal resposta, mas dizendo: “Alinho nessa, qualquer que seja a tua ideia…”
- Mesmo? Então quer dizer que se eu te fizer isto não há problema algum?” – neste momento, Sara encosta-se mais ainda a este e toca-lhe com a mão na perna direita e chega junto do pescoço, e com a língua toca de suave até á orelha e mordica-lhe levemente. Pedro arrepia-se e nem esperava tal avanço desta mulher.
Sara riu-se. “Ui, só com isto ficas assim, então que fará se te fizer isto.”. Esta sobe a mão até à zona das virilhas e sente de imediato o sexo deste a reagir, toca-lhe suavemente. Ao mesmo tempo, com a outra mão na nuca esta puxa-o para si e beija-o. Longo, húmido, penetrante, é como se estivessem colados e sugando cada bocado de ar saído de ambas as bocas. Sara pára e olha-o por momentos, dizendo: “Bem, safas-te!” (responde com uma certa expectativa esperando que o Pedro a surpreenda de futuro). Esta beija-o novamente cada vez mais intensamente, nota que este fica surpreendido com tamanho ataque, pois fica um pouco trapalhão.
- Tenho de te ensinar umas coisas. – diz Sara.
Ambos riram-se. Este pede: “Ensina-me mulher, por favor ensina-me!”.
Com esta resposta, Sara dá uma gargalhada e salta para o colo de Pedro. Sente o sexo dele cada vez mais duro e firme ao mesmo tempo que mete a sua mão dentro das suas calças e acaricia com mais intensidade. Por sua vez, Sara sente-se igualmente estimulada e retira uma das mãos de Pedro, que apertavam com força as suas nádegas e encaminha a sua mão direita por baixo do vestido e surpresa, não está a usar roupa interior. Este pergunta: “Não te esqueceste de nada em casa?”. Sara ri: “Achas? Penso que não.”. Beijam-se novamente e com muito mais tesão. Esta posiciona-se mais para junto do sexo de Pedro, solta um gemido. Este sente-a molhada, e responde: “Estás deliciosamente apetecível, nem sei o que te faça.”.
Sara responde: “Nada, eu oriento-te se precisares”. Esta não perde tempo, decide tirar-lhe o casaco e atira-o para a areia, empurra Pedro para se deitar sobre o mesmo e desaperta-lhe o cinto das calças, os botões e o fecho, retira o seu sexo para o exterior, e posiciona cada vez mais o sexo desta junto do dele. Estes tocam-se e os dois amantes levados pelo momento entrelaçam-se de tal forma formando-se num só elemento. Pedro agarra Sara e inverte a sua posição de submisso para dominador, e deita-a a ela em cima do casaco, com ambos os sexos continuando a tocar-se sucessivamente com cada movimento que fazem. Esta adora o facto deste homem ter tomado uma posição de macho dominante comandando a situação. Enquanto Pedro desce o pescoço de Sara beijando-o e lambendo-o com a ponta da língua, desvia-lhe as alças do vestido de modo a tocar-lhe e a beijar-lhe igualmente a zona dos ombros e peito. Esta acaba por ficar com os seios expostos. Este toca-lhes: “São lindos! Não podem ser descuidados, de maneira alguma…”. Sara ri-se enquanto o seu desejo e suspiros aumentam, Pedro aperta-lhe os seios, massajando e lambendo as pontas dos mamilos. Esta aperta cada vez mais as suas coixas e aprisiona-o, realmente, como tanto queria, este homem está a surpreender. Sara toma uma decisão ousada. Ao acariciar mais arduamente o sexo firme e bastante generoso até de Pedro, decide introduzi-lo dentro da sua vagina. Ambos largam um leve gemido, aí começam ambos a mover-se numa perfeita sintonia, é como se todos os instrumentos tocassem uma melodia em perfeita harmonia. Primeiro são movimentos suaves mas intensos e profundos, Sara contorce-se cada vez mais, Pedro pergunta: “Ainda preciso de orientações?”. Esta responde: “Não, de maneira alguma. Falas tão bem calado!”.
Pedro sentindo-se mais confiante e até com seu ego mais fortalecido, começa a penetrá-la com mais força e com movimentos mais rápidos. Os gemidos de ambos aumentam, Sara pede: “Quero-te mais…mais e mais.”. Pedro sente uma necessidade urgente de satisfazer esta mulher que se entrega de forma total e completa a ele no meio daquele areal. Ao longe outras pessoas, passeiam, e apercebendo-se do que se passava nem se aproximavam e muitos voltavam para trás, deixando o casal de amantes prosseguirem com o seu momento de paixão.
Quanto mais Sara geme e se contorce, mais Pedro penetra-a com mais vontade e intensidade. Este também começa a sentir que, como ela, já não estão tão longe do clímax. Pensa para si: - Aguenta, isto é para os dois.
Assim o fez, os movimentos tornaram-se mais rápidos, profundos, os gemidos incontroláveis, um mais forte ouviu-se e Sara beija-o: “Continua, não pares.”. Continuam a mover-se, a contorcer-se e a suspirar juntos, até que esta geme soltando um ai longo e ofegante, Pedro acompanha, atingiram o orgasmo juntos. Sem se largarem, continuaram a beijar-se mais suavemente, sorriram juntos e permaneceram a olharem-se profundamente como se a reviver novamente toda a experiência que ali se desenrolou.
Pedro dá-lhe um suave beijo no rosto e na testa e sai de cima de Sara, ficando deitado a seu lado. Repara na sua face rosada e ligeiramente embaraçada, fica deliciado com a imagem, relembra-lhe uma adolescente que se permitiu ter prazer mas depois fica com vergonha de o ter. Esta levanta-se e vai refrescar-se ao mar. Enquanto Pedro se recompõe e observa a sensualidade de todos os movimentos daquela mulher, pensa para si: “Isto aconteceu ou foi um sonho? Nãaaa, só posso estar a dormir.”. Sara aproxima-se e beija-o suave mas longamente: “Foste fantástico. Vamos?”.
Pedro pensa: “Ok, não foi um sonho!”. Responde: “Vamos sim.” Coloca o casaco sobre Sara, enquanto pega nos seus sapatos e abraça-a e fazem o caminho de volta até ao hotel onde Pedro se encontra hospedado. Pelo caminho, vão trocando beijos, carícias e abraços, frases soltas, chegam a parar no meio do passeio, agindo como dois adolescentes e partilhando longos e húmidos beijos, risadas e olhares penetrantes e enamorados.
O caminho até ao hotel nunca pareceu tão curto a Pedro, não queria que terminasse assim. Param em frente à porta do mesmo, onde Sara sacode os seus pés húmidos com areia e calça os seus sapatos.
Pedro não querendo de modo algum, deixar aquela mulher partir, questiona: ”Sobes comigo? Adorava passar a noite contigo.”
Sara sorri: “Sim, adoraria.”. Ambos entram no hotel e seguem directos até ao elevador.
Pedro estava hospedado no 25º andar, era longa a subida. Continuando tão embebecido com a beleza e sensualidade desta carismática mulher, pressiona o botão stop do elevador e quando este pára, Pedro pega nela ao colo e encosta-a ao espelho. Sara pergunta: “Que se passa?”. Pedro beija-a sem deixar esta dizer mais uma palavra sequer. Puxa-a para si, acariciando e beijando intensamente os seus seios, baixa-se e levanta-lhe o vestido, começa a beijar-lhe o sexo desta e com a língua, não se descuida de nenhuma área. Esta fica louca, com ambas as mãos agarra os cabelos de Pedro, pressionando cada vez mais o rosto de Pedro para junto do sexo dela e arqueando mais as suas longas pernas. Começa a gemer novamente, adora cada momento, sem se preocupar com as chamadas do elevador que se encontra parado. Este tudo faz para que Sara sinta o maior prazer possível e imaginário, quando sente que esta está novamente perto de atingir o orgasmo pára, levanta-se e vira-a de costas para si, desaperta o fecho das suas calças, retira o seu sexo e penetra-a de imediato, desta vez com mais vigor, com a sua mão direita continua a estimular Sara, e a esquerda a acariciar os seus seios, penetra-a com a maior intensidade e rapidez possível. Atingiram o orgasmo novamente juntos. Estão tão ofegantes, este abraça Sara ainda de costas para si, continuando a acariciar os seios perfeitos desta e beijam-se novamente. ”Retiro o que disse, ensina-me tu mais qualquer coisinha, se faz favor!” – respondeu a mulher em êxtase total.
- Tu tiras-me do sério. Só te quero possuir a toda a hora. – retorquiu Pedro.
- Por favor, está á vontade… – responde Sara. Estes beijam-se ao mesmo tempo que Sara ajuda Pedro a compôr-se. Voltam a ligar o elevador. A porta abre, e já se encontrava um pequeno grupo de pessoas á espera do elevador. Um senhor mais observador na casa dos cinquentas, repara nas expressões rosadas e cabelos desgrenhados de Pedro e Sara, e comenta com ironia: “É, estes hotéis de facto tem uns elevadores muito funcionais.”.
Estes acenam com as cabeças e riram-se embaraçados. Quando chegam ao piso do quarto de Pedro, e ao mesmo tempo que saem do elevador, o perspicaz senhor, ri-se e solta mais uma graça: “Continuação de uma boa noite!”. Sara sorri timidamente e embaraçada e responde de volta: ”Boa noite!”

Texto de MiaAmore
Novembro, 2015



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